Associação dos Oficiais
Policiais e Bombeiros
Militares do Estado
do Paraná
  • CONTENT

Notícias

29.10.2019

Oficial apresenta, na ALEP, as principais necessidades e a importância do Hospital da Polícia Militar

Por ASSOFEPAR, com ALEP

 

A Major Letícia Chun Pei Pan, chefe de planejamento do Hospital da Polícia Militar do Paraná (HPM/PR) apresentou, nesta segunda-feira (28), na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), as necessidades da unidade. Durante o Grande Expediente, a Oficial apresentou dados, falou da importância da instituição à corporação e das demandas que o hospital possui.  “O trabalho deles merece todo nosso respeito. Eles estão aqui para trazer conhecimento deste grande hospital e falar das suas necessidades. Eu sou filha de militar e tenho um amor profundo por esta instituição”, comentou a deputada Cantora Mara Lima (PSBD), propositora da explanação. 

 

A Major falou da história do hospital que, em pouco mais de 60 anos de fundação, acumula relevantes serviços em prol da saúde dos Militares Estaduais e atende perto de 100 mil pessoas. “Não há como falar do HPM sem falar da nossa grandiosa polícia que hoje representa, por lei, um efetivo de 28 mil homens e mulheres distribuídos nos 399 municípios paranaenses, atendendo diariamente seus mais de 11 milhões de habitantes”, disse, ao destacar a missão da polícia em combater os crimes, preservar a ordem pública, fazer cumprir as leis e sobretudo proteger vidas.

 

Atuação da PM - A chefe de planejamento também apresentou alguns dados deste ano da atuação da polícia no Estado como o atendimento a 540 mil ocorrências, 930 mil acionamentos e seis mil ocorrências via o APP 190. “A polícia deve estar disposta, apta, preparada e sobre tudo hígida. Mas para isso a tropa precisa estar saudável no cumprimento da missão. Por isso, é importantíssimo salutarmos e zelarmos pela saúde da nossa tropa”, afirmou.

 

De acordo com ela, são quase 100 mil pessoas, entre policiais e bombeiros militares da ativa, inativa e seus dependentes que dependem de atendimento do HPM. “Este contingente clama por saúde. E nós adoecemos mais que os demais, devido à nossa profissão e aos riscos constantes aos quais estamos submetidos”, observou.

 

Atualmente o hospital conta com 118 leitos, centro cirúrgico, 10 vagas de UTI e prédio para serviços de análises clínicas. Mas, de acordo com a Major Letícia, a entidade atente com menos de 17% da capacidade operacional preenchida. Ela também apresentou dados da Junta Médica da PM e chamou atenção para um dado que preocupa: o número de suicídio entre militares que é de 2,4 vezes maior que a população civil. Há também um déficit de 70% no número do efetivo médico.

 

“Nós somos o aparato de proteção da sociedade e estes números são preocupantes. Além disso, eles reforçam a necessidade de oferecermos um sistema de saúde eficiente. Por isso, peço atenção dos senhores para quatro protocolos que podem nos ajudar”, pediu a Major. São eles: processo seletivo simplificado; anteprojeto de lei que trata do quadro da saúde da PMPR; o que prevê preenchimento das vagas dos oficiais do quadro da saúde e contratação de psiquiatras, psicólogos e assistentes e saúde.

 

Ela também agradeceu todos os deputados que destinaram R$ 3 milhões por meio do Plano Paraná Mais Cidade, por meio da Secretaria de Saúde, ao hospital. “Ajudem a cuidar daqueles que cuidam dos senhores, de nossas famílias e de nossa sociedade a qual estamos inseridos”, pediu ao finalizar sua fala.

 

“Eles puderam falar do que necessitam e precisam. Pudemos ouvir as demandas por leitos, profissionais da saúde, de insumos. Percebemos que eles têm muita vontade de atender e trabalhar da melhor forma possível e os ouvindo, podemos ver como ajudar com emendas, e através de ações via Governo do Estado”, completou a deputada Cantora Mara Lima.

 

Participaram da apresentação, o Chefe do Estado Maior da PMPR, Coronel Lanes Randal Prates Marques, o diretor geral do hospital, Tenente-Coronel Domingos Candiota Chula e o diretor administrativo do hospital, Tenente-Coronel Mario Ricardo do Amaral.

 

Histórico - No período do Império não havia a atual distinção entre União e Estado, e o atendimento médico-hospitalar dos policiais militares era feito nas enfermarias do Exército. Na Província do Paraná existiam duas enfermarias militares: Curitiba e Paranaguá. A primeira enfermaria da corporação foi criada em 1866, pelo então Comandante-Geral, Capitão Manoel Eufrásio de Assumpção.

Em 1880, com a criação Santa Casa de Misericórdia de Curitiba, destinou-se uma ala ao atendimento das unidades militares da região; dentre elas o Corpo Policial da Província (PMPR), mediante uma contribuição paga pelos próprios militares.

 

Com a Proclamação da República, e a subsequente separação entre as atribuições da União e do Estado, foi criada no Regimento de Segurança do Paraná (PMPR) a função de cirurgião-médico, com o posto de capitão. Em 1917 foi instituído o Serviço de Saúde na Força Militar do Estado (PMPR) e em 1952 foi organizado um pequeno Hospital de Emergência dentro das próprias instalações do Quartel do Comando Geral (QCG).

 

Cinco anos depois, em 1957, o Poder Executivo abriu um crédito especial para a compra de um edifício destinado ao Hospital da Polícia Militar e, em 31 de janeiro de 1958, foram inauguradas suas instalações no bairro Jardim Botânico.

Indicar PARA UM AMIGO
Comentários
Deixe seu comentário

INDIQUE UM AMIGO
Ops,
essa matéria é restrita para associados.
Faça seu login para ler
associe-se esqueci minha senha